sexta-feira, 22 de março de 2013


A Maldição do bebum (Cuca Soza)

A Maldição do bebum da cidade
Entre loucuras e devaneio, sempre tem muita verdade

Bebia todo dia e toda a noite sempre no mesmo bar
Perto da avenida onde tinha muita gente pra lhe escutar
Bebia um whisky, desses vagabundos, o mais barato
Suas histórias começavam depois de um trago no cigarro
O mundo ia acabar com puro ódio, sem amor e nem esperança
Atrocidades, fome, descaso e vingança

Em uma sexta 13 ele tava mais bebado do que costumava
De suas roupas um cheiro forte de enxofre exalava
Ele dizia que dessa vez ele foi pro inferno pra beber com o diabo
Lhe ofereceu armas, o melhor whisky e o melhor cigarro
O diabo contou todos seus planos, queria alguém só pra conversar
E que esse alguém aqui na terra pudesse o seu plano espalhar

No outro dia ele não estava em seu normal
As suas roupas ja não estavam mais queimadas
De fim de mundo ao sobrenatural
Fez pactos, foi em encruzilhadas

Desse jeito ninguém vai entender...
Quer voltar ao inferno
Vestiu seu melhor terno
E saiu pra beber

A Maldição do bebum da cidade
Entre loucuras e devaneio, sempre tem muita verdade

sábado, 23 de fevereiro de 2013


A Ressaca, o Remorso e o Arrependimento
(Cuca Soza)
Eu e ela, não dava muito certo juntos
Era como uma novela mexicana
Ainda assim a gente se encontrava
De vez em quando íamos pra cama

As nossas brigas, até que era normal
Bem no estilo "Bang-Bang" italiano
Com socos, chutes e beliscão
E no final meu olho roxeando

Eu não deixei ela ir embora, mas eu não tranquei o portão
Pra tentar esquecer ela, não saio mais desse balcão
No outro dia vem a ressaca, o remorso e o arrependimento
eu ainda sinto saudades, de quando me chamava de cão sarnento

Johnny Cash era trilha sonora
A fogueira era a iluminação
Em um lual "caipira-pira-pora"
Ouvindo rock e tocando violão

Nossos encontros eram românticos
Nos olhos dela eu via o amor
Um dia ela foi embora
E com outro ela se casou.